sexta-feira, 29 de maio de 2015


A PUBLICIDADE NA ERA DIGITAL


Foi-se o tempo em que anunciantes destinavam um montante de suas verbas publicitárias somente para as mídias mais tradicionais como a televisão, o rádio e o jornal. Anunciantes têm investido cada vez mais em publicidade digital. A internet e a tecnologia fazem parte do cotidiano das pessoas.

Através da internet as pessoas se relacionam, fazem compras, assistem aos seus programas e interagem com suas marcas favoritas. A qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Graças aos avanços de tecnologias como tablets, smartphones e outros dispositivos móveis, além da facilidade ao acesso a internet que proporcionam isso.

Com a mudança cultural que a tecnologia proporcionou e a internet impregnada na vida das pessoas, a maneira de marcas se comunicarem com as pessoas mudou. Se um dia a comunicação de marcas com pessoas era engessada, hoje é muito mais interativa. Uma via de mão dupla, onde, marcas falam, mas também ouvem o que as pessoas têm a dizer.

A publicidade está muito mais focada em conteúdos interativos, isto é, ações que façam os consumidores participarem da vida de uma marca. Consequentemente, a marca também participa da vida de seus consumidores. As organizações também estão muito mais atentas ao que acontece na internet, principalmente nas redes sociais, local onde as pessoas passam a maior parte do tempo quando navegam na internet.

O impacto causado na publicidade devido à digitalização dos meios tem revolucionado a maneira de fazer publicidade. Marcas não buscam por oportunidades nos meios digitais, e sim, por soluções para aproximarem-se dos seus consumidores. A era digital chegou para ficar e a será cada vez mais comum a publicidade nos meios digitais.

Fonte: A Publicidade na Era Digital, artigo publicado por Diego Luis, profissional graduado em Comunicação Social com Ênfase em Publicidade e Propaganda, no site http://www.plugcitarios.com, coletado em 28/05/2015



quarta-feira, 6 de maio de 2015

A ORIGEM DO SAMBA DE RAIZ


Apesar de ser difundido no Brasil e no mundo, pouco se sabe sobre a origem do samba e da sua popular categoria, o samba de raiz. Muitos estudiosos e expoentes do samba já buscaram infrutiferamente as origens, as raízes, fragmentos da riquíssima história que remonta aos escravos de origem africana que trabalhavam nas fazendas de café no Brasil.

Como um distinto representante da raça negra, já tendo até sido homenageado por Alcione em sua música “Meu Ébano”, sambista nato e frequentador assíduo das mais tradicionais rodas do Rio, tomei para mim o trabalho árduo de correr atrás dessa história. Munido de minha havaiana, chapéu panamá e um pandeiro, acompanhado no mp3 por Pixinguinha, Almirante e Noel Rosa, parti pelos recantos cariocas em minha odisséia sambística. Fui da Pedra do Sal até as rodas mais elípticas de Madureira, passando pela Mangueira e por outros sambas mais periféricos. Quando estava quase perdendo as esperanças, achei uma casa muito humilde num morro ali perto do Estácio, de onde se ouvia samba, arrastar de pés e se podia sentir um cheiro magnífico de feijoada. Na porteira pedi licença pro preto velho e adentrei a casa, sendo muito bem recebido. Lá dentro, por coincidência, encontrei um tio meu, Doum, grande frequentador de rodas de samba pelo Leme e bon vivant. Na parede da casa, um quadro de Nelson Sargento e vários instrumentos pendurados. A emoção tomou conta de mim e uma lágrima rolou do meu olho, então o dono da casa com um largo sorriso me recebeu e com alegria me contou a história da família que era dona da casa.

A história era bem triste, eles eram descendentes de uma família de negros escravos que haviam trabalhado nas fazendas de café em São Paulo. Apesar das dificuldades, a família se manteve unida e sobreviveu ao longo de inúmeras adversidades e acabou vindo residir no Rio, onde passou por muita miséria até conseguir se fixar no Estácio e começar a viver uma vida digna. Após sua narrativa, perguntei pra ele “Mas me fala uma coisa…de onde surgiu o samba de raiz?”. Eu ainda não tinha certeza se ele sabia, mas sim, ele sabia, e elucidou para mim uma origem que estava perdido por décadas e décadas…

Segundo havia sido passado ao longo de gerações pela família, ele me contou que antigamente, nas fazendas de café, era comum os senhores açoitarem os escravos debaixo de árvores, na sombra, e deixar eles lá amarrados por horas. Neste meio tempo os outros escravos podiam se aproximar do que havia sido castigado, e para amenizar a dor do companheiro e fazer com que as horas ali amarrado e açoitado fossem mais confortáveis, toda a senzala se reunia ao redor da árvore fazendo uma grande festa que misturava alegria e também lamento. A palavra samba é de origem africana, e servia para designar a dança dos escravos, e “de raiz” foi adicionado pelo fato da dança ocorrer debaixo da árvore, daí dando gênese ao famoso “samba de raiz”.

Fiquei muito feliz ao ouvir a história e curtir aquele sambão no Estácio. No momento que me retirava, ao fechar a porteira, Pai Preto cantarolou pra mim em sua voz melodiosa:

-Ei garoto, Não deixe o samba morrer…

Fonte: A Origem do Samba de Raiz, coletado em 05/05/2015 no site http://desordemmental.com/2014/01/24/titopedia-a-origem-do-samba-de-raiz/