terça-feira, 30 de junho de 2015


A HISTÓRIA DA FEIJOADA E SUA ORIGEM NO BERÇO EUROPEU


Na gastronomia é muito comum incertezas em relação a origens de produtos, pratos e técnicas. Pratos com história incerta, confusa, misturada e errada é o que mais se encontra, na maioria das vezes, por causa da propagação de lendas e mitos. A feijoada é um exemplo ideal para o que estamos nos referindo.

Conhecida erroneamente como um prato do Brasil, e presente semanalmente na mesa do brasileiro, a Feijoada é sem duvidas alguma o prato mais famoso que se come no por aqui.

Por possuirmos uma culinária bastante regionalizada, existem algumas variações de feijoada dentro do próprio Brasil.

O que todo mundo sabe, mas não está certo, é de que a feijoada foi criada dentro das senzalas dos escravos, com os restos de carnes que sobravam dos nobres portugueses. Essas partes consideradas menos nobres do porco, como o rabo, a orelha, a língua e o pé, são e sempre foram na verdade nobres para os Europeus, excluindo qualquer hipótese de ser dada para os escravos se alimentarem. Diversos registros históricos já comprovaram que o escravo se alimentava apenas de farinha e água, e dificilmente tinha acesso à carne.

Existe na Europa desde a antiguidade, um prato que varia de região em região, mas têm sempre como base a mistura de tipos diferentes de carne, com legumes e verduras, como por exemplo, o “Cassoulet” na França, o tradicional cozido em Portugal, o “Casoeula” na Itália, e o “Puchero” na Espanha. São os portugueses os responsáveis por trazer ao Brasil, a técnica e a combinação do cozido com carnes, que com o passar do tempo, e evolução dos costumes, foi acrescentado o feijão preto, criando assim a Feijoada.

O Feijão preto é de origem sul-americana, e era parte da dieta dos índios nativos. Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, já se conhecia na Europa diversas variedades de feijão, e era comum usar no preparo desses pratos, como o uso do feijão branco no “Cassoulet”. Portanto, a feijoada não é originalmente brasileira, e sim uma adaptação e evolução de uma cultura de berço europeu. Os acompanhamentos como: arroz, farofa, couve, laranja, torresmo e etc., foram acrescentados ao prato bem mais tarde.

No Brasil, o modo de fazer a feijoada varia entre os estados. Alguns usam o feijão mulatinho ao invés do feijão preto, outros preferem o uso da carne fresca ao invés das carnes maturadas (carne seca, carne de sol e etc.) Criou-se no país uma cultura de se comer feijoada, e hoje é quase uma unanimidade entre as pessoas.

Fonte: "A História da Feijoada e Sua Origem no Berço Europeu", artigo publicado por Pedro Frade em seu blog https://www.petitgastro.com.br/a-historia-da-feijoada-e-sua-origem-de-berco-europeu/, coletado em 24/06/2015 as 11:30h 



sexta-feira, 29 de maio de 2015


A PUBLICIDADE NA ERA DIGITAL


Foi-se o tempo em que anunciantes destinavam um montante de suas verbas publicitárias somente para as mídias mais tradicionais como a televisão, o rádio e o jornal. Anunciantes têm investido cada vez mais em publicidade digital. A internet e a tecnologia fazem parte do cotidiano das pessoas.

Através da internet as pessoas se relacionam, fazem compras, assistem aos seus programas e interagem com suas marcas favoritas. A qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Graças aos avanços de tecnologias como tablets, smartphones e outros dispositivos móveis, além da facilidade ao acesso a internet que proporcionam isso.

Com a mudança cultural que a tecnologia proporcionou e a internet impregnada na vida das pessoas, a maneira de marcas se comunicarem com as pessoas mudou. Se um dia a comunicação de marcas com pessoas era engessada, hoje é muito mais interativa. Uma via de mão dupla, onde, marcas falam, mas também ouvem o que as pessoas têm a dizer.

A publicidade está muito mais focada em conteúdos interativos, isto é, ações que façam os consumidores participarem da vida de uma marca. Consequentemente, a marca também participa da vida de seus consumidores. As organizações também estão muito mais atentas ao que acontece na internet, principalmente nas redes sociais, local onde as pessoas passam a maior parte do tempo quando navegam na internet.

O impacto causado na publicidade devido à digitalização dos meios tem revolucionado a maneira de fazer publicidade. Marcas não buscam por oportunidades nos meios digitais, e sim, por soluções para aproximarem-se dos seus consumidores. A era digital chegou para ficar e a será cada vez mais comum a publicidade nos meios digitais.

Fonte: A Publicidade na Era Digital, artigo publicado por Diego Luis, profissional graduado em Comunicação Social com Ênfase em Publicidade e Propaganda, no site http://www.plugcitarios.com, coletado em 28/05/2015



quarta-feira, 6 de maio de 2015

A ORIGEM DO SAMBA DE RAIZ


Apesar de ser difundido no Brasil e no mundo, pouco se sabe sobre a origem do samba e da sua popular categoria, o samba de raiz. Muitos estudiosos e expoentes do samba já buscaram infrutiferamente as origens, as raízes, fragmentos da riquíssima história que remonta aos escravos de origem africana que trabalhavam nas fazendas de café no Brasil.

Como um distinto representante da raça negra, já tendo até sido homenageado por Alcione em sua música “Meu Ébano”, sambista nato e frequentador assíduo das mais tradicionais rodas do Rio, tomei para mim o trabalho árduo de correr atrás dessa história. Munido de minha havaiana, chapéu panamá e um pandeiro, acompanhado no mp3 por Pixinguinha, Almirante e Noel Rosa, parti pelos recantos cariocas em minha odisséia sambística. Fui da Pedra do Sal até as rodas mais elípticas de Madureira, passando pela Mangueira e por outros sambas mais periféricos. Quando estava quase perdendo as esperanças, achei uma casa muito humilde num morro ali perto do Estácio, de onde se ouvia samba, arrastar de pés e se podia sentir um cheiro magnífico de feijoada. Na porteira pedi licença pro preto velho e adentrei a casa, sendo muito bem recebido. Lá dentro, por coincidência, encontrei um tio meu, Doum, grande frequentador de rodas de samba pelo Leme e bon vivant. Na parede da casa, um quadro de Nelson Sargento e vários instrumentos pendurados. A emoção tomou conta de mim e uma lágrima rolou do meu olho, então o dono da casa com um largo sorriso me recebeu e com alegria me contou a história da família que era dona da casa.

A história era bem triste, eles eram descendentes de uma família de negros escravos que haviam trabalhado nas fazendas de café em São Paulo. Apesar das dificuldades, a família se manteve unida e sobreviveu ao longo de inúmeras adversidades e acabou vindo residir no Rio, onde passou por muita miséria até conseguir se fixar no Estácio e começar a viver uma vida digna. Após sua narrativa, perguntei pra ele “Mas me fala uma coisa…de onde surgiu o samba de raiz?”. Eu ainda não tinha certeza se ele sabia, mas sim, ele sabia, e elucidou para mim uma origem que estava perdido por décadas e décadas…

Segundo havia sido passado ao longo de gerações pela família, ele me contou que antigamente, nas fazendas de café, era comum os senhores açoitarem os escravos debaixo de árvores, na sombra, e deixar eles lá amarrados por horas. Neste meio tempo os outros escravos podiam se aproximar do que havia sido castigado, e para amenizar a dor do companheiro e fazer com que as horas ali amarrado e açoitado fossem mais confortáveis, toda a senzala se reunia ao redor da árvore fazendo uma grande festa que misturava alegria e também lamento. A palavra samba é de origem africana, e servia para designar a dança dos escravos, e “de raiz” foi adicionado pelo fato da dança ocorrer debaixo da árvore, daí dando gênese ao famoso “samba de raiz”.

Fiquei muito feliz ao ouvir a história e curtir aquele sambão no Estácio. No momento que me retirava, ao fechar a porteira, Pai Preto cantarolou pra mim em sua voz melodiosa:

-Ei garoto, Não deixe o samba morrer…

Fonte: A Origem do Samba de Raiz, coletado em 05/05/2015 no site http://desordemmental.com/2014/01/24/titopedia-a-origem-do-samba-de-raiz/


quarta-feira, 29 de abril de 2015

HISTÓRIA DO JUDÔ

É uma arte marcial praticada como desporto, fundada por Jigoro Kano em 1882. Os seus objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.
O Judô teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência do jujutsu, arte marcial praticada pelos bushi, ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. 
O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918). 
A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (não confundir com kimono), que no judô recebe o nome de judogi, e que com o cinturão forma o equipamento necessário à sua prática. 
O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais. Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido.
Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes. Sua técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente contra ele.
Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.


Decadência e renascimento do Jujutsu

Em 1864, o comodoro Matthew Perry, comandante de uma expedição naval americana, conseguiu fazer com que os japoneses abrissem seus portos ao mundo com o tratado "Comércio, Paz e Amizade". 
Abrindo seus portos para o ocidente, surgiu na Terra do Sol Nascente uma tremenda transformação político-social, denominada Era Meiji ou "Renascença Japonesa", promovido pelo imperador Matsuhito Meiji (1868-1912). 
Anteriormente, o imperador exercia sobre o povo influência e poderes espirituais, porém com a "Renascença Japonesa" ele passou a ser o verdadeiro comandante da Terra das Cerejeiras. Nessa dinâmica época de transformações e inovações radicais, os nipônicos ficaram ávidos por modernizar-se e adquirir a cultura ocidental. 
Tudo aquilo que era tradicional ficou um pouco esquecido, ou melhor, quase que totalmente renegado. Os mestres do jujutsu perderam as suas posições oficiais e viram-se forçados a procurar emprego em outros lugares.
Muitos se voltaram então para a luta e exibição em feiras.  A ordem proibindo os samurai de usar espadas em 1871 assinalou um declínio em todas as artes marciais, e o jujutsu não foi uma exceção, sendo considerado como uma relíquia do passado. Como não era difícil acreditar, tempos depois surgiu uma onda contrária às inovações radicais.
Havia terminada a onda chamada febre ocidental. O jujutsu foi recolocado na sua posição de arte marcial, tendo o seu valor reconhecido, principalmente pela polícia e pela marinha. Apesar de sua indiscutível eficiência para a defesa pessoal, o antigo jujutsu não podia ser considerado um esporte, muito menos ser praticado como tal. Não haviam regras tratadas pedagogicamente e nem mesmo padronizadas. Os professores ensinavam às crianças os denominados golpes mortais e os traumatizantes e perigosos golpes baixos. Sendo assim, quase sempre, os alunos menos experientes, machucavam-se seriamente. 
Valendo-se das suas superioridades físicas, os maiores chegavam a espancar os menores e mais fracos. Tudo isso fazia com que o jujutsu gozasse de uma certa impopularidade, logicamente, entre as pessoas esclarecidas e que possuíssem um pouco de bom senso.
O jujutsu entrava em outra fase de decadência.


Nascimento do judô

Baseado nesses inconvenientes, Jigoro Kano, um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que precisasse desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu modificar o tradicional jujutsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o em um poderoso veículo de educação física.
Pessoa de alta cultura geral, ele era um esforçado cultor de jujutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu, dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos golpes de projeção do estilo Kito-Ryu. 
Inseriu princípios básicos como o do equilíbrio, gravidade e sistema de alavancas nas execuções dos movimentos lógicos. Estabeleceu normas a fim de tornar o aprendizado mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto esportivo, baseado no espírito do ippon-shobu(luta pelo ponto completo). 
Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades no sentido de serem superadas as próprias limitações do ser humano.
Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), esta se baseava no princípio de “ceder para vencer”, utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate o praticante tinha como o único objetivo à vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. 
Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte). Diz a lenda que um médico e filósofo japonês, Shirobei-Akyama, estava convencido que a origem dos males humanos seria resultado da má utilização do corpo e do espírito. Deste modo partiu para estudos de técnicas terapêuticas chinesas, estudou o princípio do taoísmo, acupuntura e algumas técnicas de wushu, luta chinesa que usava as projeções, as luxações e os golpes. Quando Shirobei retornou ao Japão passou a ensinar seus discípulos o que havia assimilado do princípio positivo da filosofia taoísta, tanto na medicina como na luta, ou seja, ao mal ele opunha o mal, à força, a força.
No entanto este princípio só se aplicava a doenças menos complexas como em situações fáceis de lutas, ao enfrentar um oponente mais forte não dava resultados. Assim, seus discípulos o abandonaram e ele perplexo retirou-se para um pequeno templo e por cem dias meditou. Durante este espaço, tudo foi colocado em questão, a filosofia chinesa ying e yang, a acupuntura e por fim todos os métodos de combate, na medida que “opor uma ação a outra ação não é vantajoso a não ser que a minha força seja superior à força adversa”.
Certo dia quando passeava no jardim do templo enquanto nevava, escutava os estalidos dos galhos das cerejeiras que se quebravam sob ao peso da neve. Por outro lado, observou um salgueiro que com o peso da neve curvava os seus ramos até que a neve era depositada no solo e depois retornava a sua posição inicial.
Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô, e transformando-o num poderoso veículo de educação física. 
Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo “jutsu” (arte ou prática) para “do”, ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.
Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, oroJig Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan(Instituto do Caminho da Fraternidade), já que “Ko” significa fraternidade, irmandade; “Do” significa caminho, via; e “Kan” instituto.
Devemos ao Judô algumas mudanças:
    * Uma grande organização, ao invés de pequenas organizações familiares.
    * A oportunidade de haver artes marciais como esportes olímpicos
    * O Uso do Kimono
    * As faixas coloridas (que foram depois imitadas pelo Karatê)


No Brasil

O judô surgiu no Brasil por volta de 1922, através de Thayan Lauzin . O conde Coma (Mitsuyo Maeda), como também era conhecido, fez sua primeira apresentação no país em Porto Alegre.
Partiu para as demonstrações pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transferindo-se depois para o Pará em outubro de 1915, onde popularizou seus conhecimentos dessa arte.
Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido. Um fator decisivo na história do judô foi a chegada ao país de um grupo de nipônicos em 1938.
Tinham como líder o professor Riuzo Ogawa e fundaram a Academia Ogawa, com o objetivo de aprimorar a cultura física, moral e espiritual, por meio do esporte do quimono. Apesar de Riuzo Ogawa ser um mestre de jujutsu tradicional, chamou de Judô a arte marcial que lecionava quando este nome se popularizou.
Portanto, ensinava um estilo que não era exatamente o Kodokan Judo, o que não diminui sua enorme contribuição ao começo do Judô no Brasil. 
Daí por diante disseminaram-se a cultura e os ensinamentos do mestre Jigoro Kano e em 18 de março de 1969 era fundada a Confederação Brasileira de Judô, sendo reconhecida por decreto em 1972. 
Hoje em dia o judô é ensinado em academias e clubes e reconhecido como um esporte saudável que não está relacionado à violência. Esse processo culminou com a grande oferta de bons lutadores brasileiros atualmente, tendo conseguido diversos títulos internacionais.


Técnicas iniciais de Judô






Fonte: História do Judô, coletado em 28/04/2015 no site http://www.judoinforme.com/historiajudo.html;
Técnicas Iniciais de Judô coletado do exemplar Judô Técnicas, História e Filosofia, por Claudio Calasans Camargo e Leandro Alves Pereira


quinta-feira, 16 de abril de 2015

HISTÓRIA DA DANÇA DO VENTRE NO BRASIL


A dança do ventre ganhou visibilidade no Brasil na virada do século XXI. Apresentando-se como um misto de feminilidade e de religiosidade, essa dança conquistou muitas praticantes em nosso país, ganhando até status na novela O Clone, da Rede Globo de Televisão.
Ainda que se pense que a dança do ventre foi uma moda passageira no Brasil, isso não é verdade. O Brasil tem algumas das melhores bailarinas de dança do ventre do mundo, e elas se apresentam aqui no Brasil e também no exterior: Lulu Sabongi, Shahar e Soraia Zaied ensinam e mostram a arte da dança do ventre na cidade de São Paulo desde a década de 1980.
Há um mito de origem sobre a dança do ventre bastante bonito. Diz-se que surgiu no Egito, em uma época marcada pelo matriarcado, e que a dança era um meio de expressar o agradecimento à Deusa Afrodite pela fertilidade da terra e das mulheres. Infelizmente, sabe-se que isso não corresponde à verdade, pois a História nunca encontrou indícios de grupos matriarcais. Mas o fato é que a dança do ventre é tradicionalmente transmitida em grande parte do Oriente Médio: a mãe ensinando a filha e o costume da dança em família entre mulheres se perpetua até os dias de hoje.
Quando a dança ganhou popularidade no Brasil, algumas características eram vinculadas a ela, o que atraia ainda mais as mulheres para a prática: 1) acreditava-se que o exercício da dança do ventre estimulava a feminilidade nas praticantes; 2) que a prática da dança estimulava uma face da religiosidade feminina, estimulando o lado místico da mulher; 3) que como qualquer outro tipo de atividade física, traria benefícios ao corpo e à saúde. Independente de estimular o misticismo feminino, o fato é que a prática da dança do ventre traz, sim, muitos benefícios à saúde – quando praticada regularmente – e estimula, sim, a feminilidade, uma vez que os trejeitos utilizados na dança passam automaticamente aos trejeitos do dia a dia.

Os movimentos fundamentais da dança do ventre são: movimentos redondos; movimentos em oito; movimentos de mãos e braços; movimentos de cabeça; expressões faciais; movimentos para tremer algumas partes do corpo.
- Movimentos redondos: é a circundução do peitoral ou do quadril;
- Movimentos em oito: tomando-se o corpo como eixo do movimento, o quadril desenha um oito, tanto para direita quando para esquerda. Há também o oito em pé, em que o quadril é deslocado de cima para baixo e vice-versa. Esse último tipo de oito também é conhecido como “oito maia”;
- Os movimentos de braços e de mãos são marcados pela delicadeza e pela leveza;
- Movimentos de cabeça são, geralmente, marcados pelo deslocamento lateral, tanto para a direita quanto para a esquerda;
- As expressões faciais são fundamentais para que a bailarina expresse seus sentimentos: tristeza, alegria e sensualidade são as expressões mais comuns na dança;
- Movimentos de tremer talvez sejam os mais conhecidos. O “shimmy” é uma técnica corporal utilizada para tremer o abdômen, o peitoral, e as pernas.
A dança do ventre também pode ser dançada com acessórios. O pandeiro, a bengala, o véu, a vela e a espada são os mais utilizados. Há também variações mais modernas nos instrumentos.
Um último detalhe a ser lembrado é que há duas vertentes diferentes sobre o modo como a dança do ventre deve ser dançada: existe uma linha de pensamento que acredita que a dança surge na bailarina de acordo com o seu estado de espírito; outras bailarinas dançam a partir de uma coreografia previamente ensaiada.

Fonte: coletado em 15/04/2015 no site http://www.brasilescola.com/educacao-fisica/danca-ventre.htm, elaborado por Paula Rondinelli, Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP e Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP


segunda-feira, 6 de abril de 2015

HISTORIA DA MUSICA SERTANEJA DE RAIZ



Na época do Brasil colônia, devido ao costume dos “homens brancos” que abriram clareiras com suas ferramentas para construírem suas casas, vilas e plantações, os índios, alheios a essas práticas, apelidaram aqueles de “kaa-pira” (que cortam mato).
A viola, que é denominação de praticamente todos os instrumentos de cordas até então de Portugal, era utilizada pelos missionários jesuítas no processo de evangelização nas comunidades a princípio isoladas, não demorando a serem utilizadas pelos pioneiros, chamando assim de viola caipira denominação até hoje utilizada.
A música caipira, também denominada de sertanejo raiz, música do campo, rural e sertanejo antigo, é uma manifestação espontânea do povo da zona rural, que reflete o dia-a-dia do trabalho, do lazer, da sua religiosidade e todas as relações sociais existentes nas comunidades interioranas. Continua viva por ser a grande essência da musica brasileira onde a maioria da população teve de uma forma ou outra suas raízes na roça, sejam daqui ou de seus países de origem.
Como mérito a conotação de caipira, hoje, é associada à qualidade, aquilo que é puro ou especial. Veja os “ovos caipiras”, as “comidas caipiras”, relativamente caros, porém de excelentes qualidades, assim como a referida música, singela nas suas harmonias e com grande sentimento e profundidade na poesia, é a moda que vem da “alma do caboclo”, assim tornando-as, inesquecíveis capazes de atravessarem gerações sem perder a originalidade e beleza, música boa não tem idade está sempre atual. Grande abraço e até a próxima semana com mais um pouco da nossa história.

A música sertaneja surgiu em 1929, quando Cornélio Pires começou a gravar “causos” e fragmentos de cantos tradicionais rurais da região cultural caipira. Na época conhecido como música caipira, hoje denominado música sertaneja, o gênero se caracteriza pelas letras com ênfase no cotidiano e maneira de cantar. Tradicionalmente a música sertaneja é interpretada por um duo, geralmente de tenores, com voz nasal e uso acentuado de um falsete típico, com alta impedância e tensão vocais mesmo nos agudos que alcança às vezes a extensão de soprano. O estilo vocal se manteve relativamente estável, desde suas primeiras gravações, enquanto a instrumentação, ritmos e contorno melódico gradualmente incorporaram elementos estilísticos de gêneros disseminados pela indústria musical. Estas modificações de roupagem e adaptações no conteúdo temático anteriormente rural e agora urbano consolidaram o estilo moderno da música sertaneja, que nos anos 80 se toma o primeiro gênero de massa produzido e consumido no Brasil. Os estilos tradicionais e modernos convivem e dividem o espaço de consumo, músicos “de raiz” como Pena Branca e Xavantinho atuando nos circuitos de sala de concerto e shows universitários enquanto Leandro e Leonardo se apresentam em feiras e shows massivos.
A história da música sertaneja pode ser dividida em três fases, levando em consideração as inovações que vão sendo introduzidas no gênero. De 1929 até 1944, como música caipira ou música sertaneja raiz; do pós-guerra até os anos 60, numa fase de transição; e do final dos anos 60 até a atualidade, como música sertaneja romântica. Na primeira fase os cantadores interpretavam modas-de-viola e toadas, canções estróficas que após uma introdução da viola denominada “repique” falavam do universo sertanejo numa temática essencialmente épica, muitas vezes satírico-moralista e menos freqüentemente amorosa. Os duetos em vozes paralelas eram acompanhados pela viola caipira, instrumento de cordas duplas e vários sistemas de afinação (como cebolinha, cebolão, rio abaixo) e mais tarde também pelo violão. Artistas representativos desta tendência, mesmo que gravando em época posterior, são Cornélio Pires e sua “Turma”, Alvarenga e Ranchinho, Torres e Florêncio, Tonico e Tinoco, Vieira e Vieirinha, Pena Branca e Xavantinho.
Os intérpretes mais famosos de música caipira são o duo Tonico e Tinoco. Em 1946, eles gravaram «Chico Mineiro», de Tonico e Francisco Ribeiro (Continental 15.681), um clássico da música caipira que narra a história de um boiadeiro que descobre ser irmão de seu vaqueiro (Chico Mineiro). Mas este parentesco só é revelado após a morte de Chico. Tonico e Tinoco, em sua performance usam somente a viola caipira e o violão acústico como instrumentos acompanhadores, e como todas as duplas de música sertaneja raiz cantam toda a peça num dueto com vozes paralelas num intervalo de terça. Uma narrativa típica descreve a dureza da vida no sertão e o caráter reservado do sertanejo. Os personagens principais da música caipira são ou vaqueiros, ou os animais com quem o vaqueiro lida no seu cotidiano: gado, mulas, pássaros, etc. O caráter das peças é épico nas narrativas que falam da vida, morte, e fatalidades da vida no sertão ou interior.
Fontes:
  • Luiz Henrique Pelícia (Caipirão), no site http://www.sertanejooficial.com.br/
  • http://www.ahistoria.com.br/musica-sertaneja/


ATLETAS DO AEJAR/ADC SANTANA RECEBEM BOLSA ATLETA


Na última quinta-feira, 02/04, as atletas do AEJAR / ADC SANTANA JUDÔ e ESPORTE CLUBE SANTA SOFIA Meire Elen e Kamaria Kindda receberam das mãos do Prefeito Municipal da cidade de Pedreira Professor Carlos Pollo e do Secretário Municipal de Esportes Howard Filho (Barbudinho) o BOLSA ATLETA MUNICIPAL, que é um valor de ajuda concedido pelo município aos atletas destaque no esporte de Pedreira. Na ocasião o Prefeito Carlos Pollo lembrou que com essa conquista já são sete atletas a receberem o BOLSA ATLETA. O Sensei Acácio da Equipe Pedreirense agradeceu as autoridades por mais esse incentivo ao esporte e aos atletas e parabenizou as judocas pela conquista.
Acesse o site e a fan page no Facebook do FORMIGUEIRO.NET e conheça o excelente trabalho realizado pelo AEJAR /ADC SANTANA com os jovens atletas da cidade de Pedreira.