sexta-feira, 6 de novembro de 2015

AS MENINAS DE OURO DO JUDÔ DE PEDREIRA

A ACADEMIA DE JUDÔ DOJO AEJAR
 (ASSOCIAÇÃO ESTADUAL DE JUDÔ ACÁCIO RODRIGO)
 E AS MENINAS DE OURO DO JUDÔ DE PEDREIRA.





SENSEI ACÁCIO RODRIGO FAIXA PRETA 2º DAN JUDÔ,
FORMADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA PLENA PELA
FACULDADE ANHANGUERA DE CAMPINAS

SENSEI ACÁCIO RODRIGO, iniciou suas aulas de Judô aos 11 anos na Academia Performance e  a 5 cinco anos conquistou sua sede própria.
Fazendo parte do Projeto “Judô na Escola” realizado na EMEF Dr. Airton Policarpo a pedido dos alunos, onde crianças do primeiro ao quinto ano realizavam treinamentos em Judô, o Sensei Acácio sempre observou alunos que apresentavam e ainda apresentam maior potencial para se destacarem no Judô e os convida a também realizarem treinos na Sede Dojo AEJAR (Associação Estadual de Judô Acácio Rodrigo), a fim de se dedicarem ainda mais às técnicas, recebendo treinamentos avançados.
A sede Dojo AEJAR iniciou seus trabalhos com cerca de 20 alunos, hoje tem por volta de 60 alunos que se dedicam ao esporte, onde a idade mínima para o inicio é de 5 anos e a idade máxima é indeterminada, sendo aberta a todos que desejarem aprender o esporte com dedicação e disciplina.
Entre todos os alunos, 5 (cinco ) alunas se destacam pela dedicação ao esporte e pelas diversas vitórias conquistadas no cenário do Judô municipal, estadual, nacional e também mundial, conquistando medalhas municipais, estaduais, nacionais e principalmente mundiais, sendo um marco importante de orgulho e reconhecimento ao nosso país e principalmente à nossa cidade de Pedreira.
Para o conhecimento e mérito pelos esforços seguem algumas de nossas campeãs:



FRANCIELE CAROLINE TERENZI, 16 anos, recentemente conquistou a nobre FAIXA PRETA, sendo a primeira mulher faixa preta no judô de pedreira e também a primeira aluna da equipe de judô Dojo AEJAR.
Iniciou seus treinamentos em judô com 08 anos no projeto "Judô na Escola" na EMEF Airton Policarpo, já fez capoeira, balé, sapateado, axé e hoje dedica-se exclusivamente ao judô, onde realiza dois treinos diariamente. Foi selecionada e convidada pelo Sensei Acácio a integrar a equipe da Dojo AEJAR com 10 anos.
Reside hoje na cidade de São Paulo no chamado Projeto Futuro (Centro de Treinamento de Atletas de Auto Rendimento), onde a maioria de medalhas mundiais foram conquistadas por atletas que ali residem e treinam. Os atletas do projeto futuro são conhecidos internamente em nosso país e também externamente pela superação das próprias capacidades físicas e emocionais que são submetidos em treinamentos em tempo integral. são atletas considerados de auto rendimento e dedicação.
Franciele Caroline Terenzi já participou de mais de 120 campeonatos no brasil e no exterior, como Alemanha, Costa Rica, Argentina e Bósnia, sendo esse onde ocorreu último Campeonato Mundial sub-18, e tem em seu portfólio 105 vitoriosas medalhas.
Sua frase: “Você é do tamanho dos seus sonhos, basta acreditar!!” 



MEIRE ELEN CORNÉLIO SOUZA, 16 anos, FAIXA ROXA, sempre gostou de esportes como capoeira e judô. Iniciou seu treinamento em judô aos 9 anos de idade na escola Airton Policarpo, através do Projeto Judô na Escola desenvolvido pelo Sensei Acácio,  foi convidada pelo Sensei Acácio a participar dos treinos realizados na academia Dojo AEJAR, onde passou a realizar três treinos semanais. Já participou de 90 campeonatos sendo vitoriosa em cerca de 50 deles. Essa excelente atleta está indo para mais um brasileiro estudantil em Londrina-PR.
Agradecimentos: “Primeiramente agradeço a Deus; segundo ao Sensei Acácio Rodrigo e aos meus pais e a todos aqueles que acreditaram em mim.”
Frase: “Acredite em seus sonhos para vê-los realizarem, porque se você pode sonhar você pode realizar”.



ANA BEATRIZ THOMAZINE, 16 anos, FAIXA MARROM, começou a treinar judô com 7 anos no Esporte clube Santa Sofia em Pedreira, através do pai Anderson Adriano Thomazine, conheceu a academia do Sensei Acácio e passou a realizar seus treinos diariamente, participou de 60 campeonatos brasileiros sendo vitoriosa em 30 deles.
Frase: “Força para lutar e fé para vencer”!!!








Agradecimentos: “Agradeço ao meu pai Anderson Adriano Thomazine que sempre me apoiou, sempre vou atrás dos meus sonhos para que ele sempre sinta orgulho de mim onde quer que ele esteja, pois o levo comigo no coração em todo o lugar que eu vá!





LETÍCIA AISHA VIEIRA DE SOUZA, 11 anos, FAIXA LARANJA, iniciou no Judô com 6 anos na Escola Aírton Policarpo, também foi convidada pelo Sensei Acácio a intensificar seus treinos após demonstrar muita força e vontade de lutar e, com essa dedicação, já participou de 53 campeonatos,  sendo vitoriosa em 49 deles em vários estados brasileiros.

Frase: “Tudo na vida é sempre possível, basta você lutar para conquistar seus objetivos”








ARIANA DE SOUZA CAPELETTO, 13 anos, FAIXA AMARELA, iniciou seu treinamento em judô por volta dos 10 anos na Escola Aírton Policarpo, onde conheceu o Sensei Acácio Rodrigo, passou a se dedicar mais a essa arte  e conquistou sua primeira medalha de bronze com 11 anos em um Campeonato em Itapira, depois conquistou sua segunda medalha de bronze em um campeonato em Lindoia no ano de 2012, e após mais uma medalha de bronze também conquistada em outro Campeonato no ano de 2013 também na cidade de Valinhos, e com honras neste ano, conquistou o VICE CAMPEONATO PAULISTA DO INTERIOR.

 Frase: “Para haver a conquista de um sonho, é preciso lutar”



Como resultado dos esforços dedicados e vitórias conquistadas, as atletas do Dojo AEJAR FRANCIELE BEATRIZ TERENZI, ANA BEATRIZ THOMAZINE e MEIRE ELEN CORNÉLIO SOUZA, à partir do próximo ano de 2016 farão parte do quadro de atletas da ASSOCIAÇÃO MERCADANTE DE JUDÔ DE ARARAS DO PROJETO KIMONO DE OURO.

Parabéns a todas pelos esforços, pela dedicação aos objetivos, e pelas belas conquistas. Que essa nova etapa seja ainda mais brilhante e com muitas vitórias.
Parabéns ao Sensei ACÁCIO RODRIGO pelos excelentes trabalhos apresentados, e pelo treinamento  de Ouro as Nossas Meninas de Ouro do Judô de Pedreira.





ACADEMIA:  DOJO AEJAR -  ASSOCIAÇÃO ESTADUAL DE JUDÔ ACÁCIO RODRIGO
RUA: ANTÔNIO CASSIANI FILHO, Nº77.  LIMOEIRO
HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO:
TERÇAS E QUINTAS: DAS 19:30h às 20:30h - INICIANTES
SEGUNDAS, QUARTAS E QUINTAS: DAS 20:30h às 21:45h - AVANÇADOS
“SEJAM BEM VINDOS TODOS QUE DESEJAM INGRESSAR NA ARTE DA LUTA, ESTAREMOS SEMPRE DE PORTAS ABERTAS, JUNTE-SE A NÓS!!!”

"Enquanto você pensa em desistir, a gente luta pra conseguir” (Marcelly Vitoria)



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

JOÃO DA PONTE - Uma história de vida

JOÃO DA PONTE - Uma história de vida


Em Abril de 1933, na cidade de Solânia na Paraíba, nasce uma lenda: João Ernesto Costa, mais conhecido como "João da Ponte". Para a família e também os que o conhecem, é e sempre será uma lenda. Veio de família pobre, não tinha o que comer, nem podia comprar roupas, sapatos, sonhando um dia em tornar-se "alguém na vida", ele e o irmão trabalhavam em troca de comida para ajudar a família. 
Descontente com a situação, seu irmão veio para São Paulo tentar a vida por aqui e em poucos meses já conseguiu ajudar em casa, enviando dinheiro para a família. João nem acreditava, pediu dinheiro para o irmão querendo vir para São Paulo também.
Sem muita fé, seu irmão Francisco lhe enviou o dinheiro da passagem e logo que chega o dinheiro, as pressas, João já estava com as malas prontas, e sem pensar em mais nada deixou tudo para trás em Solânia, inclusive seu terreno arado já pronto para o plantio para que um amigo o fizesse.
Com apenas 17 anos, pegou suas roupas e embarcou para São Paulo atrás do irmão. Sem dinheiro para comer, veio com apenas 1 kg de carne seca e uma rapadura por uma viagem dura, a qual durou aproximadamente 7 dias. Com paradas inesperadas, chegou a passar uma noite na rodoviária, onde pagou para dormir no chão, mas enfim ele chegou.
Com muita luta e esforço, ele encontra seu irmão trabalhando em uma construção, onde o Chefe de Obras acaba lhe dando a oportunidade de trabalho como Ajudante de Marceneiro, deixando-o morar no alojamento com o irmão. 
Tudo caminhava bem, João estava se dando bem com o trabalho, porém um dia a obra terminou e os operários foram escalados para realizarem outra obra: uma ponte na cidade de Pedreira que serviria de passagem do Centro da cidade para a Vila São José. Um dos operários era Francisco, irmão de João, porém Francisco não queria ir e sugeriu que João fosse em seu lugar. 
Solteiro e sem compromisso, João foi. Ganhava 12 réis por mês em seu trabalho, salário considerado bom na época, para ele já bastava. 
Não tendo onde morar nessa cidade desconhecida, João arma um barraco na beira do Rio Jaguari, onde morou por algum tempo. Durante a construção, sempre avistava uma dama, muito bonita por sinal, observando-a diariamente sem saber que também estava sendo observado. 
Com muita reclamação da prefeitura, João é convidado a retirar seu barraco da beira do rio. Uma senhora, vendo o desespero de João com a situação e tendo um quintal vazio em sua casa, convidou João para montar seu barraco lá até que encontrasse um lugar melhor para poder morar. Uma Santa senhora!!
Terminada a obra da ponte, o Chefe de Obras apresenta uma nova jornada aos operários na cidade de Santos. João, imaginando nunca mais poder ver a bela dama que se acostumara observar todos os dias, decide ficar na cidade e tentar a vida por aqui. Muito triste com a decisão de João, o Chefe de Obras o indica para uma empresa local, Cerâmica Santana, a qual o aceita e contrata de imediato. João sabia que ganharia menos que a empresa de obras de São Paulo, mas acreditava que era o momento de parar com as viagens.

Juntando o pouco que sobrava do salário, ele consegue um lugar para morar e, mais tarde, já com 21 anos, casa-se com a bela dama que acostumara-se a observar, a qual agora já era a Sra. Cynira Carvalho Costa (infelizmente, já não vive mais entre nós).
Com muita luta e enfrentando a descrença do sogro, João construiu uma bela casa onde viveu por muitos anos com sua amada esposa em uma relação de lhes deu dois belos filhos e também netos.


FONTE: Essa história de vida é uma homenagem da família ao Sr. João Ernesto Costa, "João da Ponte", "Caboclo" ou simplesmente "Sr. Paraíba", por ter sido ao lado de sua esposa pessoas especiais e honestas.



terça-feira, 30 de junho de 2015


A HISTÓRIA DA FEIJOADA E SUA ORIGEM NO BERÇO EUROPEU


Na gastronomia é muito comum incertezas em relação a origens de produtos, pratos e técnicas. Pratos com história incerta, confusa, misturada e errada é o que mais se encontra, na maioria das vezes, por causa da propagação de lendas e mitos. A feijoada é um exemplo ideal para o que estamos nos referindo.

Conhecida erroneamente como um prato do Brasil, e presente semanalmente na mesa do brasileiro, a Feijoada é sem duvidas alguma o prato mais famoso que se come no por aqui.

Por possuirmos uma culinária bastante regionalizada, existem algumas variações de feijoada dentro do próprio Brasil.

O que todo mundo sabe, mas não está certo, é de que a feijoada foi criada dentro das senzalas dos escravos, com os restos de carnes que sobravam dos nobres portugueses. Essas partes consideradas menos nobres do porco, como o rabo, a orelha, a língua e o pé, são e sempre foram na verdade nobres para os Europeus, excluindo qualquer hipótese de ser dada para os escravos se alimentarem. Diversos registros históricos já comprovaram que o escravo se alimentava apenas de farinha e água, e dificilmente tinha acesso à carne.

Existe na Europa desde a antiguidade, um prato que varia de região em região, mas têm sempre como base a mistura de tipos diferentes de carne, com legumes e verduras, como por exemplo, o “Cassoulet” na França, o tradicional cozido em Portugal, o “Casoeula” na Itália, e o “Puchero” na Espanha. São os portugueses os responsáveis por trazer ao Brasil, a técnica e a combinação do cozido com carnes, que com o passar do tempo, e evolução dos costumes, foi acrescentado o feijão preto, criando assim a Feijoada.

O Feijão preto é de origem sul-americana, e era parte da dieta dos índios nativos. Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, já se conhecia na Europa diversas variedades de feijão, e era comum usar no preparo desses pratos, como o uso do feijão branco no “Cassoulet”. Portanto, a feijoada não é originalmente brasileira, e sim uma adaptação e evolução de uma cultura de berço europeu. Os acompanhamentos como: arroz, farofa, couve, laranja, torresmo e etc., foram acrescentados ao prato bem mais tarde.

No Brasil, o modo de fazer a feijoada varia entre os estados. Alguns usam o feijão mulatinho ao invés do feijão preto, outros preferem o uso da carne fresca ao invés das carnes maturadas (carne seca, carne de sol e etc.) Criou-se no país uma cultura de se comer feijoada, e hoje é quase uma unanimidade entre as pessoas.

Fonte: "A História da Feijoada e Sua Origem no Berço Europeu", artigo publicado por Pedro Frade em seu blog https://www.petitgastro.com.br/a-historia-da-feijoada-e-sua-origem-de-berco-europeu/, coletado em 24/06/2015 as 11:30h 



sexta-feira, 29 de maio de 2015


A PUBLICIDADE NA ERA DIGITAL


Foi-se o tempo em que anunciantes destinavam um montante de suas verbas publicitárias somente para as mídias mais tradicionais como a televisão, o rádio e o jornal. Anunciantes têm investido cada vez mais em publicidade digital. A internet e a tecnologia fazem parte do cotidiano das pessoas.

Através da internet as pessoas se relacionam, fazem compras, assistem aos seus programas e interagem com suas marcas favoritas. A qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Graças aos avanços de tecnologias como tablets, smartphones e outros dispositivos móveis, além da facilidade ao acesso a internet que proporcionam isso.

Com a mudança cultural que a tecnologia proporcionou e a internet impregnada na vida das pessoas, a maneira de marcas se comunicarem com as pessoas mudou. Se um dia a comunicação de marcas com pessoas era engessada, hoje é muito mais interativa. Uma via de mão dupla, onde, marcas falam, mas também ouvem o que as pessoas têm a dizer.

A publicidade está muito mais focada em conteúdos interativos, isto é, ações que façam os consumidores participarem da vida de uma marca. Consequentemente, a marca também participa da vida de seus consumidores. As organizações também estão muito mais atentas ao que acontece na internet, principalmente nas redes sociais, local onde as pessoas passam a maior parte do tempo quando navegam na internet.

O impacto causado na publicidade devido à digitalização dos meios tem revolucionado a maneira de fazer publicidade. Marcas não buscam por oportunidades nos meios digitais, e sim, por soluções para aproximarem-se dos seus consumidores. A era digital chegou para ficar e a será cada vez mais comum a publicidade nos meios digitais.

Fonte: A Publicidade na Era Digital, artigo publicado por Diego Luis, profissional graduado em Comunicação Social com Ênfase em Publicidade e Propaganda, no site http://www.plugcitarios.com, coletado em 28/05/2015



quarta-feira, 6 de maio de 2015

A ORIGEM DO SAMBA DE RAIZ


Apesar de ser difundido no Brasil e no mundo, pouco se sabe sobre a origem do samba e da sua popular categoria, o samba de raiz. Muitos estudiosos e expoentes do samba já buscaram infrutiferamente as origens, as raízes, fragmentos da riquíssima história que remonta aos escravos de origem africana que trabalhavam nas fazendas de café no Brasil.

Como um distinto representante da raça negra, já tendo até sido homenageado por Alcione em sua música “Meu Ébano”, sambista nato e frequentador assíduo das mais tradicionais rodas do Rio, tomei para mim o trabalho árduo de correr atrás dessa história. Munido de minha havaiana, chapéu panamá e um pandeiro, acompanhado no mp3 por Pixinguinha, Almirante e Noel Rosa, parti pelos recantos cariocas em minha odisséia sambística. Fui da Pedra do Sal até as rodas mais elípticas de Madureira, passando pela Mangueira e por outros sambas mais periféricos. Quando estava quase perdendo as esperanças, achei uma casa muito humilde num morro ali perto do Estácio, de onde se ouvia samba, arrastar de pés e se podia sentir um cheiro magnífico de feijoada. Na porteira pedi licença pro preto velho e adentrei a casa, sendo muito bem recebido. Lá dentro, por coincidência, encontrei um tio meu, Doum, grande frequentador de rodas de samba pelo Leme e bon vivant. Na parede da casa, um quadro de Nelson Sargento e vários instrumentos pendurados. A emoção tomou conta de mim e uma lágrima rolou do meu olho, então o dono da casa com um largo sorriso me recebeu e com alegria me contou a história da família que era dona da casa.

A história era bem triste, eles eram descendentes de uma família de negros escravos que haviam trabalhado nas fazendas de café em São Paulo. Apesar das dificuldades, a família se manteve unida e sobreviveu ao longo de inúmeras adversidades e acabou vindo residir no Rio, onde passou por muita miséria até conseguir se fixar no Estácio e começar a viver uma vida digna. Após sua narrativa, perguntei pra ele “Mas me fala uma coisa…de onde surgiu o samba de raiz?”. Eu ainda não tinha certeza se ele sabia, mas sim, ele sabia, e elucidou para mim uma origem que estava perdido por décadas e décadas…

Segundo havia sido passado ao longo de gerações pela família, ele me contou que antigamente, nas fazendas de café, era comum os senhores açoitarem os escravos debaixo de árvores, na sombra, e deixar eles lá amarrados por horas. Neste meio tempo os outros escravos podiam se aproximar do que havia sido castigado, e para amenizar a dor do companheiro e fazer com que as horas ali amarrado e açoitado fossem mais confortáveis, toda a senzala se reunia ao redor da árvore fazendo uma grande festa que misturava alegria e também lamento. A palavra samba é de origem africana, e servia para designar a dança dos escravos, e “de raiz” foi adicionado pelo fato da dança ocorrer debaixo da árvore, daí dando gênese ao famoso “samba de raiz”.

Fiquei muito feliz ao ouvir a história e curtir aquele sambão no Estácio. No momento que me retirava, ao fechar a porteira, Pai Preto cantarolou pra mim em sua voz melodiosa:

-Ei garoto, Não deixe o samba morrer…

Fonte: A Origem do Samba de Raiz, coletado em 05/05/2015 no site http://desordemmental.com/2014/01/24/titopedia-a-origem-do-samba-de-raiz/


quarta-feira, 29 de abril de 2015

HISTÓRIA DO JUDÔ

É uma arte marcial praticada como desporto, fundada por Jigoro Kano em 1882. Os seus objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.
O Judô teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência do jujutsu, arte marcial praticada pelos bushi, ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. 
O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918). 
A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (não confundir com kimono), que no judô recebe o nome de judogi, e que com o cinturão forma o equipamento necessário à sua prática. 
O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais. Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido.
Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes. Sua técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente contra ele.
Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.


Decadência e renascimento do Jujutsu

Em 1864, o comodoro Matthew Perry, comandante de uma expedição naval americana, conseguiu fazer com que os japoneses abrissem seus portos ao mundo com o tratado "Comércio, Paz e Amizade". 
Abrindo seus portos para o ocidente, surgiu na Terra do Sol Nascente uma tremenda transformação político-social, denominada Era Meiji ou "Renascença Japonesa", promovido pelo imperador Matsuhito Meiji (1868-1912). 
Anteriormente, o imperador exercia sobre o povo influência e poderes espirituais, porém com a "Renascença Japonesa" ele passou a ser o verdadeiro comandante da Terra das Cerejeiras. Nessa dinâmica época de transformações e inovações radicais, os nipônicos ficaram ávidos por modernizar-se e adquirir a cultura ocidental. 
Tudo aquilo que era tradicional ficou um pouco esquecido, ou melhor, quase que totalmente renegado. Os mestres do jujutsu perderam as suas posições oficiais e viram-se forçados a procurar emprego em outros lugares.
Muitos se voltaram então para a luta e exibição em feiras.  A ordem proibindo os samurai de usar espadas em 1871 assinalou um declínio em todas as artes marciais, e o jujutsu não foi uma exceção, sendo considerado como uma relíquia do passado. Como não era difícil acreditar, tempos depois surgiu uma onda contrária às inovações radicais.
Havia terminada a onda chamada febre ocidental. O jujutsu foi recolocado na sua posição de arte marcial, tendo o seu valor reconhecido, principalmente pela polícia e pela marinha. Apesar de sua indiscutível eficiência para a defesa pessoal, o antigo jujutsu não podia ser considerado um esporte, muito menos ser praticado como tal. Não haviam regras tratadas pedagogicamente e nem mesmo padronizadas. Os professores ensinavam às crianças os denominados golpes mortais e os traumatizantes e perigosos golpes baixos. Sendo assim, quase sempre, os alunos menos experientes, machucavam-se seriamente. 
Valendo-se das suas superioridades físicas, os maiores chegavam a espancar os menores e mais fracos. Tudo isso fazia com que o jujutsu gozasse de uma certa impopularidade, logicamente, entre as pessoas esclarecidas e que possuíssem um pouco de bom senso.
O jujutsu entrava em outra fase de decadência.


Nascimento do judô

Baseado nesses inconvenientes, Jigoro Kano, um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que precisasse desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu modificar o tradicional jujutsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o em um poderoso veículo de educação física.
Pessoa de alta cultura geral, ele era um esforçado cultor de jujutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu, dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos golpes de projeção do estilo Kito-Ryu. 
Inseriu princípios básicos como o do equilíbrio, gravidade e sistema de alavancas nas execuções dos movimentos lógicos. Estabeleceu normas a fim de tornar o aprendizado mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto esportivo, baseado no espírito do ippon-shobu(luta pelo ponto completo). 
Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades no sentido de serem superadas as próprias limitações do ser humano.
Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), esta se baseava no princípio de “ceder para vencer”, utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate o praticante tinha como o único objetivo à vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. 
Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte). Diz a lenda que um médico e filósofo japonês, Shirobei-Akyama, estava convencido que a origem dos males humanos seria resultado da má utilização do corpo e do espírito. Deste modo partiu para estudos de técnicas terapêuticas chinesas, estudou o princípio do taoísmo, acupuntura e algumas técnicas de wushu, luta chinesa que usava as projeções, as luxações e os golpes. Quando Shirobei retornou ao Japão passou a ensinar seus discípulos o que havia assimilado do princípio positivo da filosofia taoísta, tanto na medicina como na luta, ou seja, ao mal ele opunha o mal, à força, a força.
No entanto este princípio só se aplicava a doenças menos complexas como em situações fáceis de lutas, ao enfrentar um oponente mais forte não dava resultados. Assim, seus discípulos o abandonaram e ele perplexo retirou-se para um pequeno templo e por cem dias meditou. Durante este espaço, tudo foi colocado em questão, a filosofia chinesa ying e yang, a acupuntura e por fim todos os métodos de combate, na medida que “opor uma ação a outra ação não é vantajoso a não ser que a minha força seja superior à força adversa”.
Certo dia quando passeava no jardim do templo enquanto nevava, escutava os estalidos dos galhos das cerejeiras que se quebravam sob ao peso da neve. Por outro lado, observou um salgueiro que com o peso da neve curvava os seus ramos até que a neve era depositada no solo e depois retornava a sua posição inicial.
Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô, e transformando-o num poderoso veículo de educação física. 
Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo “jutsu” (arte ou prática) para “do”, ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.
Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, oroJig Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan(Instituto do Caminho da Fraternidade), já que “Ko” significa fraternidade, irmandade; “Do” significa caminho, via; e “Kan” instituto.
Devemos ao Judô algumas mudanças:
    * Uma grande organização, ao invés de pequenas organizações familiares.
    * A oportunidade de haver artes marciais como esportes olímpicos
    * O Uso do Kimono
    * As faixas coloridas (que foram depois imitadas pelo Karatê)


No Brasil

O judô surgiu no Brasil por volta de 1922, através de Thayan Lauzin . O conde Coma (Mitsuyo Maeda), como também era conhecido, fez sua primeira apresentação no país em Porto Alegre.
Partiu para as demonstrações pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transferindo-se depois para o Pará em outubro de 1915, onde popularizou seus conhecimentos dessa arte.
Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido. Um fator decisivo na história do judô foi a chegada ao país de um grupo de nipônicos em 1938.
Tinham como líder o professor Riuzo Ogawa e fundaram a Academia Ogawa, com o objetivo de aprimorar a cultura física, moral e espiritual, por meio do esporte do quimono. Apesar de Riuzo Ogawa ser um mestre de jujutsu tradicional, chamou de Judô a arte marcial que lecionava quando este nome se popularizou.
Portanto, ensinava um estilo que não era exatamente o Kodokan Judo, o que não diminui sua enorme contribuição ao começo do Judô no Brasil. 
Daí por diante disseminaram-se a cultura e os ensinamentos do mestre Jigoro Kano e em 18 de março de 1969 era fundada a Confederação Brasileira de Judô, sendo reconhecida por decreto em 1972. 
Hoje em dia o judô é ensinado em academias e clubes e reconhecido como um esporte saudável que não está relacionado à violência. Esse processo culminou com a grande oferta de bons lutadores brasileiros atualmente, tendo conseguido diversos títulos internacionais.


Técnicas iniciais de Judô






Fonte: História do Judô, coletado em 28/04/2015 no site http://www.judoinforme.com/historiajudo.html;
Técnicas Iniciais de Judô coletado do exemplar Judô Técnicas, História e Filosofia, por Claudio Calasans Camargo e Leandro Alves Pereira


quinta-feira, 16 de abril de 2015

HISTÓRIA DA DANÇA DO VENTRE NO BRASIL


A dança do ventre ganhou visibilidade no Brasil na virada do século XXI. Apresentando-se como um misto de feminilidade e de religiosidade, essa dança conquistou muitas praticantes em nosso país, ganhando até status na novela O Clone, da Rede Globo de Televisão.
Ainda que se pense que a dança do ventre foi uma moda passageira no Brasil, isso não é verdade. O Brasil tem algumas das melhores bailarinas de dança do ventre do mundo, e elas se apresentam aqui no Brasil e também no exterior: Lulu Sabongi, Shahar e Soraia Zaied ensinam e mostram a arte da dança do ventre na cidade de São Paulo desde a década de 1980.
Há um mito de origem sobre a dança do ventre bastante bonito. Diz-se que surgiu no Egito, em uma época marcada pelo matriarcado, e que a dança era um meio de expressar o agradecimento à Deusa Afrodite pela fertilidade da terra e das mulheres. Infelizmente, sabe-se que isso não corresponde à verdade, pois a História nunca encontrou indícios de grupos matriarcais. Mas o fato é que a dança do ventre é tradicionalmente transmitida em grande parte do Oriente Médio: a mãe ensinando a filha e o costume da dança em família entre mulheres se perpetua até os dias de hoje.
Quando a dança ganhou popularidade no Brasil, algumas características eram vinculadas a ela, o que atraia ainda mais as mulheres para a prática: 1) acreditava-se que o exercício da dança do ventre estimulava a feminilidade nas praticantes; 2) que a prática da dança estimulava uma face da religiosidade feminina, estimulando o lado místico da mulher; 3) que como qualquer outro tipo de atividade física, traria benefícios ao corpo e à saúde. Independente de estimular o misticismo feminino, o fato é que a prática da dança do ventre traz, sim, muitos benefícios à saúde – quando praticada regularmente – e estimula, sim, a feminilidade, uma vez que os trejeitos utilizados na dança passam automaticamente aos trejeitos do dia a dia.

Os movimentos fundamentais da dança do ventre são: movimentos redondos; movimentos em oito; movimentos de mãos e braços; movimentos de cabeça; expressões faciais; movimentos para tremer algumas partes do corpo.
- Movimentos redondos: é a circundução do peitoral ou do quadril;
- Movimentos em oito: tomando-se o corpo como eixo do movimento, o quadril desenha um oito, tanto para direita quando para esquerda. Há também o oito em pé, em que o quadril é deslocado de cima para baixo e vice-versa. Esse último tipo de oito também é conhecido como “oito maia”;
- Os movimentos de braços e de mãos são marcados pela delicadeza e pela leveza;
- Movimentos de cabeça são, geralmente, marcados pelo deslocamento lateral, tanto para a direita quanto para a esquerda;
- As expressões faciais são fundamentais para que a bailarina expresse seus sentimentos: tristeza, alegria e sensualidade são as expressões mais comuns na dança;
- Movimentos de tremer talvez sejam os mais conhecidos. O “shimmy” é uma técnica corporal utilizada para tremer o abdômen, o peitoral, e as pernas.
A dança do ventre também pode ser dançada com acessórios. O pandeiro, a bengala, o véu, a vela e a espada são os mais utilizados. Há também variações mais modernas nos instrumentos.
Um último detalhe a ser lembrado é que há duas vertentes diferentes sobre o modo como a dança do ventre deve ser dançada: existe uma linha de pensamento que acredita que a dança surge na bailarina de acordo com o seu estado de espírito; outras bailarinas dançam a partir de uma coreografia previamente ensaiada.

Fonte: coletado em 15/04/2015 no site http://www.brasilescola.com/educacao-fisica/danca-ventre.htm, elaborado por Paula Rondinelli, Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP e Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP